Criadores de cobra no Brasil

 

O número de criadores de serpente no Brasil começa a crescer, e o motivo é um só: o veneno!

 

Laboratórios farmacêuticos chagam a pagar pequenas fortunas pelo veneno das serpentes, comumente usado na fabricação de soros e outros medicamentos, utilizados no tratamento de distúrbios da pressão arterial, e até mesmo de câncer.

 

Para se ter uma idéia, o veneno de cobra é comercializado em gramas, e uma grama vale mais do que a grama do ouro.

Não é necessária uma área muito extensa para iniciar um viveiro de cobras. Uma estrutura semelhante a de um galinheiro pode ser utilizada na hora de construir um serpentário.

 

Serpentes se reproduzem rápido, então é bom se planejar para a necessidade de aumentar o viveiro, ou comercializar as cobras extras que forem chegando. Cada serpente costuma, em um ano, ter cerca de 14 filhotes.

 

A Documentação certa

 

É preciso, no entanto, estar munido de documentos e autorizações do Ibama, para a criação de animais selvagens. A solicitação dos primeiros documentos pode ser feita pela internet, através do site oficial do Ibama, enviando o projeto do serpentário. Apenas após aprovação do projeto, o futuro criador pode começar a montar suas instalações. Após a emissão de toda a documentação necessária, o local segue supervisionado pelo órgão público, que fará visitas esporádicas de verificação do ambiente.

 

As espécies também precisam de autorização, e de um “selo de qualidade” que permita o livre comércio. O Ibama faz esse controle através de um chip, alocado nas serpentes. No chi estão contidas informações referentes à idade da cobra e suas atividades: doenças, reproduções ou expectativa de vida, entre outros. É proibido comercializar animais que tenham saído diretamente da natureza. As cobras usadas no comércio precisam ter sido adquiridas do próprio Ibama, ou de outros criadores.

 

O manejo das cobras é a principal parte, que deve ser levada em consideração. É necessário treinamento especializado, e na maioria das vezes, recomenda-se deixar essa função sob a supervisão de biólogos capacitados.

Quanto à alimentação, as cobras costumam se alimentar uma vez por semana, e muitas vezes, não chega nem a isso. É comum entre criadores de cobra, manter uma criação paralela de presas para alimentar o serpentário.

 

Em 2008, haviam apenas 15 criadores de cobras devidamente documentados em todo o Brasil. Hoje esse número cresceu consideravelmente.