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Cobras não Venenosas – Espécies e Nomes

As principais cobras não venenosas são a caninana, algumas falsas-corais, a jiboia, a sucuri, a cobra-cipó e a muçurana. As principais características que diferenciam as cobras não venenosas das venenosas são os olhos geralmente maiores, a ausência de pequenos orifícios entre os olhos e a narina, a cabeça mais alongada e o fato de fugirem quando ameaçadas na maior parte das vezes.

Apesar de não conterem veneno, a picada dessas cobras pode causar dor, dormência, vermelhidão, inchaço e outros sintomas.


Espécies de cobras não venenosas

As principais espécies de cobras não venenosas são:

Caninana (Spilotes pullatus)

A caninana é uma espécie de cobra não venenosa que vive em países da América do Sul, América Central e México. Seu nome científico é Spilotes pullatus, mas ela é conhecida popularmente também como cobra-tigre, araboia e jacaninã.

Apesar de não ser venenosa, a caninana é muito temida por ser uma das cobras mais rápidas e ágeis do mundo e por se alimentar de animais de portes muito maiores do que ela.


A Spilotes pullatus possui coloração preta e amarela, comprimento máximo de 3 metros e se alimenta, geralmente, de pequenos roedores e aves, mas também pode se alimentar de outros animais maiores.

Ela produz cerca de 15 ovos a cada reprodução. Esses ovos são postos nos períodos de chuva e são muito bem enterrados.


Píton reticulada (Python reticulatus)

A píton reticulada é uma cobra não venenosa encontrada na região Sudeste da Ásia e em algumas ilhas do pacífico. Seu nome científico é Python reticulatus e ela pertence à família das pítons, as maiores cobras do mundo.

Existem muitas variações de cores e formatos da píton reticulada e isso faz com que ela consiga se camuflar muito bem nos ambientes. Seu comprimento varia entre 1,5 a 6,5 metros, mas há relatos de já terem sido encontradas em tamanhos maiores.

A píton reticulada tem uma alimentação baseada em mamíferos e aves, assim como a maioria das demais serpentes. Os espécimes menores comem principalmente roedores, já as maiores se alimentam de mamíferos que possuem de médio a grande porte.

Ela produz de 15 a 80 ovos a cada ninhada que levam 88 dias, em média, para eclodirem. As pítons reticuladas podem viver cerca de 25 anos.

Cobra Muçurana (Pseudoboa Cloelia)

A cobra muçurana vive na América Central e na América do Sul, não é venenosa e seu nome científico é Pseudoboa Cloelia.

Ela é conhecida também por cobra do bem, limpa-campo ou cobra preta. Quando é jovem possui uma coloração rósea, mas na medida que vai ficando mais velha vai adquirindo uma coloração azulada ou negro-chumbo e uma coloração amarelara na parte inferior do seu corpo.

Pode medir até 2,4 metros de comprimento e se alimenta de outras cobras peçonhentas e não peçonhentas, por isso é caracterizada como ofiófaga.

Quando ela ataca, as outras cobras lançam veneno contra ela, mas o único veneno que pode afetar e ser letal para a muçurana é o da cobra-coral.

Cobra-do-Milho (Pantherophis guttatus)

A cobra-do-milho é uma serpente nativa dos Estados Unidos que tem uma coloração avermelhada e algumas manchas pretas, além de um corpo escamado que se assemelha a um milho, por isso ela é chamada popularmente de cobra-do-milho.

Ela pertence à família Colubridae, mede entre 1 e 1,8 metros de comprimento e é considerada uma cobra calma e muito agradável de manusear, por isso é comumente mantida em cativeiro para ser comercializada como animal de estimação.

Mas apesar de ter uma natureza pacífica e não ser venenosa, pode chegar a picar. Quando é mantida em cativeiros, se alimenta basicamente de camundongos, mas em seu estado selvagem caça roedores, lagartos, rãs e até outras cobras.

A cobra-do-milho produz cerca de 20 ovos por vez e pode viver até 20 anos.

Cobras não venenosas do Brasil

As principais cobras não venenosas do Brasil são:

Coral-falsa (Erythrolamprus aesculapii)

A cobra coral falsa vive em praticamente todo o território brasileiro e uma é de suas espécies é Erythrolamprus aesculapii.

Ela apresenta as mesmas cores da coral-verdadeira, com anéis pretos, vermelhos, brancos e amarelos. Ela pode apresentar variações em relações a essas cores também, assim como as corais-verdadeiras, que podem ter todas as quatro cores ou somente algumas delas.

Ela é uma cobra diurna, que se alimenta na fase jovem de, principalmente, pequenos lagartos, e na fase mais adulta, de outras cobras.

É muito difícil diferenciar a coral falsa da coral verdadeira porque são praticamente iguais visualmente, por isso o recomendado é sempre que avistar uma cobra vermelha e preta ficar alerta e manter uma distância segura.
Apesar dessa espécie de falsa coral não terem dentes que inoculam veneno, a sua mordida pode causar muita dor.

Jiboia (Boa Constrictor)

A Jiboia é uma cobra não-venenosa que vive tanto no Brasil quanto em outros países da América do Sul e América Central. O nome científico da Jiboia é Boa Constrictor e ela pode chegar a medir cerca de 4 metros de comprimento.
As jiboias costumam ficar em arvores (hábito arborícola) e pelo chão, mas há jiboias também com hábitos subaquáticos.

No Brasil são encontradas duas espécies de Jiboia:

  • Boa Constrictor Constrictor: vive na região amazônica e Nordeste do país;
  • Boa Constrictor Amarali Stull: vive no Centro-Oeste e Sul do país.

Sucuri

A sucuri vive nas regiões amazônica, cerrado e pantanal do Brasil. Ela pertence ao gênero Eunectes e pode ser encontrada em diversos tamanhos dependendo da espécie.

É conhecida popularmente também por anaconda, arigbóia, sucuriú, boiaçu, boiguaçu, sucurujuba e diversos outros nomes dependendo da região.

No Brasil, as espécies encontradas são:

  • Eunectes notaeus (sucuri-amarela);
  • Eunectes murinus (sucuri-verde);
  • Eunectes deschauenseei (sucuri-malhada);
  • Eunectes beniensis (sucuri-da-bolívia).

Existe a estimativa de que as sucuris não param de crescer durante toda a sua vida, por isso, quanto maior ela for, mais velha ela pode ser.

As sucuris gostam de ficar na água porque se deslocam melhor nela e se alimentam de peixes, jacarés, rãs, lagartos e outros vertebrados;

Cobra-cipó

A cobra cipó é uma cobra não venenosa que é encontrada nas regiões Sul, Sudeste e região Central do Brasil. São chamadas assim porque são muito finas e costumam viver a maior parte do tempo penduradas em arbustos e árvores.

Ela pertence ao gênero Chironius. É uma cobra que se camufla muito bem no ambiente, principalmente em galhos de árvores e folhas, pois a maioria delas possuem cores com tons de verde, vermelho e laranja.

As cobras-cipós medem cerca de 1,20 metros de comprimento e são consideradas cobras compridas em relação as suas espessuras. Se alimentam de pequenos anfíbios, como rãs.

As cobras cipós colocam cerca de 15 a 18 ovos por vez.

Cobra-papagaio (Corallus caninus)

A cobra-papagaio pertence à família Boiadae e é chamada popularmente também por araboia, píton-verde-da-árvore, periquitamboia, boa-arborícola-esmeralda e jiboia-verde.

Ela possui corpo brilhante com coloração verde, barras transversais branco-amareladas ou pretas e a região ventral amarela. É encontrada com, em média, 1,5 metros de comprimento e tem uma cabeça triangular.

Ela é uma cobra com hábitos noturnos e se alimenta de anfíbios, répteis, aves de pequeno porte e insetos.
A cobra-papagaio é ovovivípara, ou seja, seus ovos se desenvolvem dentro do útero da mãe, quando os filhotes nascem possuem uma coloração avermelhada e conforme vão crescendo vão adquirindo as cores características das cobras-papagaios adultas.

Jararacuçu-do-Brejo (Mastigodryas bifossatus)

A jararacuçu-do-brejo é uma serpente não venenosa, mas considerada agressiva, que também é chamada de “cobra nova”, mas o seu nome científico é Mastigodryas bifossatus. Ela pertence ao gênero Liophis e a família Dipsadidae.

É muito encontrada nas regiões do Centro para o Sul do Brasil, mede cerca de 1,8 metros de comprimento e tem uma coloração com misturas de tons de marrom claro e marrom escuro.

A jararacuçu-do-brejo pode gerar de 8 a 12 ovos por vez e se alimenta de anfíbios, aves, lagartos e roedores.

Atualizado em: 15/05/2018 na categoria: Não Peçonhentas